terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lunetas pro espaço!

Lunetas pro espaço!

E ainda nos admiramos.

Admiramo-nos sim, estou convicto, ou talvez não!

Com seu tamanho e seu formato, com sua imensidão...

Tentamos calcular o infindável, as espaçonaves

Medir os anos luz

Saber quando uma estrela nasce

Quando tal astro luminoso deixa de ser e morre feita poeira

É!

Somos nós que julgamos, achamos por pretensão

Cremos que definimos aquilo que nem podemos entender ainda.

Somos nós o tempo todo, uma pergunta?

Uma interrogação soberba, com o rei gordo na barriga

Entusiastas da presunção!

E criatura alguma sabe ao certo, o que se passa na preciosista consciência do infinito?

Esse cavalheiro que caminha pelo sempre, durante toda sua estrada, acompanhado pelo seu fiel escudeiro o relógio alado

Que de tempos em tempos, nos mostra os segredos do seu amigo, sem deixar que ele perceba

Ah universo!

Age feito criança dentro do quintal, tentando ver as charretes que passam voando com os cavalos alados pela rua, pulando por de traz do alto muro de alvenaria.

Eita cara curioso!

Olha-nos tentando compreender e tomar nossas medidas, intrigante mente homo-sapiens.

Pelo que sei, na minha ultima conversa, onde não fui mais que um ouvinte,

Dei-lhe liberdade, deixei o matuto a vontade e assim desabafou:

- Nossa, meu filho quão grande é a imaginação dos humanos, né?

Quão enorme,eu não consigo nem imaginar o tamanho!

Marko kaaone

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SEDUTOR

Pros dias as noites..sao meras donzelas
De pele branca do rosto circular
Secular satelite que ilumina os céus
Seus e meus
Meus dias sao muito mais vivos durante cada uma das interminaveis noites
Que enquanto as notas me entretecem e me misturam as meias luzes,as almas de mesmo Espirito quase q se unem em carne
O relogio estaciona no meio fio,e por um fio olho nos ponteiros que me fariam morrer se Percebesse o tempo como anda ligeiro
Por isso!
Sim!
É por isso,que quando me perco na neblina purpura,que me eleva por dentro,
Me espalho pelo ar,como se nao fosse um corpo mais sim fumaça entropecente
Que mesmo estando fora vejo dentro de mim,
As nebulosas
As turvas e sordidas minhas medidas
As miragens morbidas e vividas
Os sonhos dados aos porcos...
Tudo fora de mim..
Meus olhos estao distantes.
Prefiro os vinhos cintilantes
As musicas ,
Os silencios oscilantes
Os calores dos corpos que mesmo de longe sinto
Como se fosse proximo e peço mais uma dose
As incontaveis notas q me levam as infindaveis logicas
As margens do nosso abismo
Merda adoro tudo isso!
Quisera eu ser real
Quisera eu,qui será deu?
Palavras que até invento,isso eu admito...
Adoro fazer essa besteiras
Sao delas os melhores risos
As melhores ressacas.
Ai já nao sei se prefiro os vinhos.
Agora se existo?
Ou sou da existencia?
Ou participo?ou sou imaginario
Ganhei como espinho o salario
Da duvida pra me manter determinado
Se existo?
Ah!isso nao sei se acredito!

Se vista!

Ei vamos prosear qualquer dia ?

Revirar a euforia?

Tanto tempo que se tem pra isso

Que nem precisa compromisso

So dexar passa as horas

Deixa o relogio ir embora

Ou outra hora aparecer

Nem precisa tanta prece

Reza braba ,ou santeria

Tudo espirito dos bao

Qui di algum jeito sao qui sao ,

Seguem junto na sintonia

Puxo a faca ,puxa a tinta ,letra colorida

Preta fosca e prata, cinza escorrida

Quem escreve leva a vida

Quem escreve lava a alma..

La vai a gente

Hora pedreiro ,hora astronauta ,

Arte tijolo,foguete, pirata,

No espaço ,espaçonave,

é a fronteira sem fim

tudo dentro da mochila,

E tudo isso nem me enxarca

Venha, mais venha!que cabe!

Que me move nos transpassa

Mas nos une.

Ai a corrente !

Do mesmo ferro mesma liga

É por dentro é por fora

Aquii costas, la barriga,

vejo a cena invertida

Na sacada,buena vista

Social fico perdido

Somos margem da corrida!

Frase em muro envelhecido

De um lado ou de outro, gentileza

Gentileza do maior

Somos nós o sim pormenor

O detelhe da pastilha.

Lembro o tempo em que eu nem existia

Só ouvidos

Eu só ouvia,

Tava nasceno eu,era meu dia.

-Toma pega isso ,pega e se vista!

Vai !

Vai pra rua ser artista!


by MARKO KAAONE - NITROS