entorpecente calmaria
as vezes passo por aqui sabia?
parece que somente quando preciso de escape
venho eu procurando um novo escalpe
por favor !
por favor!
algum ser vivo que bruscamente me anime no estabelecimento?
arrancando a tampa da minha cabeça dura?
dura tanto o tempo quando queremos que acabe.
torno a mim mesmo um cálice
força assim mesmo nas hélices
em outro tempo queria asas
mas pra ter asas precisa ter força para batelas
bate em mim tanta coisa
tanto eu quanto o mundo andamos em direcoes iguais!
sim iguais!
e pelo que sei a impressao que se tem é que:
a rua corre ao contrario dos pés quando andamos
como se pudessemos puxala cada vez mais rapido pra que chegue nosso destino!
mesmo assim
sinto o asfalto me seguindo
persistente, perseguindo
corro corro e ainda o vejo vindo
praticamente ainda estou parado
minha visao em labirinto
verdeado absinto
que agora escorre dos meus ouvidos
tanto ouvi a velha voz ,do meu absurdo inconciente
que os inconstantes, surreais, ludicos epsicodelicos desvios de pensamentos
se tornaram obsoletos
nao os quero mais!
nao hoje!
antiquados pra ocasião
explode a ponta dos meus dedos
q assim nao posso mais escrever,
nao poderei mais me expressar com calma e insanidade pelas manhãs
amanhecidas da insonia,
essa mulher desvairada e dominadora
que nos tira o bocejo que precede o descanso.
sem eu,eu nao sou nada
sou eu,o maior dos esquecidos
o pior dos merecidos
coracao se desmantela
seis braços
uma duzia de sapatos velhos de pés esquerdos...
um traje espacial,dos falsos mesmo
daqueles que os idiotas fingiram ir ate a lua
nem com toda parafernalia tecnologica e toda ameaçadora evolucao bacteriologica
algo hoje me moveria.
hoje estou enterrado
enraizado ate os joelhos
inerte,
meus ossos me fazem sentir quao funda é essa terra.
um ultimo favor?
me ajuda a adiantar o relogio
encurtar esse gigante dia?
marko kaaone
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